24 de janeiro de 2010

12 anos depois

Dia 18 de Fevereiro, vai acontecer. Eu sei, já sabem, já todos sabem. Já o escrevi aqui. Já vos disse ao ouvido, de viva voz. Ou por mail.

Na verdade já está a acontecer desde a tarde de dia 21. Dia 18 só passa a ser “a sério”.

Sim, já vos podia ter contado naquele dia. No dia da reunião. Mas havia três pessoas que mereciam ser as primeiras a saber. É (principalmente) por elas que o faço. Mas por mim também.

Houve surpresa. Tomei uma decisão impulsiva, fiz 600 kms com menos de 12 horas de intervalo para lhes contar. Mas estava lá. Naquele momento.

De viva voz. Ao vivo e a cores. Para lhes contar.

A mana, (a quem apareci de repente no meio da rua, com o ar mais natural do mundo, como se fosse suposto estar ali e não a 300kms “precisas de ajuda”?) ficou a olhar para mim “estás cá? Mas tu disseste que vinhas para a semana…” . E vinha. E venho. E daqui a umas horas tenho de voltar ao Porto porque vou trabalhar. Mas tenho uma coisa para vos contar e quis fazê-lo pessoalmente.

Preocupação na voz e no olhar… “o que é que aconteceu? Mas é bom ou mau? e a minha insistência em só contar em casa, quando estivéssemos todos juntos. “A avó está cá, veio almoçar”. Eu sei. Foi também por isso que achei que hoje era um bom dia.

A dúvida no olhar… “é bom ou mau?”. É bom, acho que é bom. E a resposta, pronta: “estás grávida”. Não, não estou. Achas que isso era uma coisa boa? “Acho. Claro que era uma coisa boa!”. Pois. Se calhar até era. Mas não, não estou grávida.

A surpresa do cunhado: “estás cã? Não sabia que vinhas”. Pois, ninguém sabia,

E, finalmente, mamãe e vovó. Entrar em casa. “Olá”, diz a mana. Ninguém nos vê entrar. Está tudo no quarto. “olá”, respondem. Digo “boa tarde” duas vezes até perceberem que há mais alguém e reagirem “não, eu devo estar a ouvir mal”. Não estás, não. Encontrei-a na rua mas só diz porque é que veio quando estivermos juntas. O que é que se passa? Não, não estou grávida, a mana já perguntou isso. “Vais casar?” Não, não vou… e mamãe, de repente, “vais voltar para Lisboa!” Vou, vou voltar para Lisboa. Foi a explosão. Já não ouviram mais nada, já não queriam saber mais nada. Explodiu o riso, os gritos, as lágrimas. Os abraços.

Gostava que pudessem ter visto porque eu não consigo contar. Eu não sabia que era assim. Eu esperava alegria, felicidade. Mas não sabia que era assim. Ouvi coisas como “eu pedi tanto” ou “foi um dos meus desejos para este ano!!”, “mãe, hoje vamos ter de beber champanhe!!” (já imaginaram? Carapaus assados com salada e champanhe?? Um pitéu, só vos digo!!”).

As lágrimas nos olhos da mana, o desabafo “foi um dos meus desejos…” comoveu-me e apanhou-me de surpresa. Não sabia, não tinha percebido que, também para ti, era assim tão importante. Desculpa.

A avó abraçava-me muito, de repente preocupada com a mão… “e tu lá tão sozinha… agora voltas para ao pé de nós”. A avó que ficou em lágrimas e sem palavras abraçada a mim.

Mamãe foi a mais contida. A sorrir e de lágrimas nos olhos. Feliz.

O sobrinho pequenino ria-se ao colo da mãe e fazia-me festinhas quase como se percebesse mas na verdade feliz por ver a tia que vê que tão pouco.

O mais velho talvez seja, afinal, o que tem mais bom senso no meio desta gente toda. Imperturbável no computador como se mesmo ao lado dele não houvesse aquele “caos” de lágrimas, risos e gritos de felicidade.

Quando lhe perguntaram se estava feliz, respondeu “por te ver, claro! Não sabia que vinhas!”. Ninguém sabia mas não é por ela ter vindo, é por voltar para Lisboa. Voltar?? E vais viver onde, aqui? Sim… pelo menos por uns tempos, suponho… felicidade, risos e a pergunta “e ficas cá já hoje?” Não, daqui a umas horas tenho de voltar. Vou trabalhar. Mas volto para a semana e dia 18 fico.

Depois… depois são horas de conversa porque há tanta coisa para fazer, para tratar. E toda a gente dá ideias, faz projectos, se lembra de mais alguma coisa.

Arranjar casa e vender/ alugar esta é uma prioridade. Preciso do meu “canto em Lisboa” com alguma urgência. Perto da família, de preferência.

Eu sei que não vai ser sempre assim. Que o mundo não é um mar de rosas e que os 300 kms tinham muitas coisas boas que se vão perder.

Eu sei que não vai ser sempre assim. Mas aqueles primeiros minutos eu nunca vou esquecer. Nunca.

Se dúvidas houvessem (e ainda há uma grande divisão de sentimentos, são 12 anos não são 12 dias), tinham acabado ali. Eu sei que tomei a decisão certa. Por mim e por elas.

Queria que tivessem visto… queria ter a arte de vos poder contar como foi. Mas não consigo. Há alturas em que as palavras são muito pequeninas.

Dia 18. De Fevereiro. Estou de volta a casa. 12 anos depois.

21 de janeiro de 2010

Ok, fiquei "chocada"

Sim, sou piegas. E lamechas e essas coisas todas.
E há coisas que me chocam.

Hoje a minha vida começou a mudar. E assim de repente começou tudo a acontecer.
E a data prevista era um de Março mas os meus chefes actuais perguntaram se eu não queria ir um mês antes... "ainda estavas a trabalhar connosco mas já ias adiantando..." depois de cinco minutos antes me terem dito "se não for a um de Março e for a um de Abril também não faz mal". Pois não, não fazia. E eu até ficava com mais tempo para mudar a minha vida toda outra vez.

Brinquei... disse que 1 de Fevereiro é muito cedo (querem despachar-me já? não era suposto terem pena que eu me vá embora??), preciso de um minimo de tempo para me organizar. Hesitação. Respostas do tipo "foste tu que começaste isto...". Pois fui. Mas não deviam, pelo menos, fingir que tinham pena? Não abdicar de mim com essa facilidade toda?? Eu já sentia há muito que não valia assim tanto nesta equipa mas pronto... pelo menos podiam ser mais subtis. E agora temos uma data "de consenso". Continuava a preferir o 1 de Março mas pelos vistos tem de ser mais cedo... e não se mudam 12 anos assim.

Perguntaram-me: "como queres fazer? Falas tu com os teus colegas ou falo eu? Respondi que achava que devia ser eu". Na habitual reunião das 4as feiras. Combinado.

Ligou-me pouco depois. "Ah e tal... eu sei que querias ser tu, mas acho que vou ter de antecipar a noticia porque amanhã provavelmente já sai o recrutamento com a vaga e as pessoas não vão perceber..." Amanhã?? Como amanhã?? Se eu só soube agora, se eu só decidi hoje? Ficámos tão despachados de repente? Estava tão acelerado o processo?? Eu ainda estou aqui tão atordoada a digerir isto tudo, a tentar perceber, a lidar com esta sensação de traição e medo e susto e esperança e felicidade e já está tudo pronto para ocupar o meu lugar?? Ainda mal contei a quem quer que seja, só os chefes (novos e velhos) e a minha menina é que sabem e já existe vaga e recrutamento para a preencher?? Já me fui embora? O rei morreu, viva o rei?? Mas não era suposto deixar, pelo menos, arrefecer o corpo??

Preferia ser eu a contar. Por mim, mais do que por eles.
E não, não vou lá amanhã. Quando muito segunda posso, não...?? Não... "percebe que aquilo que tu sentes de dever lealdade e respeito á equipa eu também sinto e as pessoas não vão perceber..." . Porquê? A "outra equipa" não ficava assim tão melindrada por ver um recrutamento com uma vaga que não percebia, não se chocava assim tanto. Podiamos até ficar a pensar no assunto... cuscar uns com os outros, comentar o assunto... mas não podemos sequer esperar por quarta-feira??

Quando desligou disse "esquece isto que eu te disse... se calhar nem sai amanhã, logo vemos". Pois... logo vemos. Disse-lhe que respeito se for outra a decisão, apesar de preferir ser eu, de fazer alguma questão nisso. Se ele preferir até posso mandar mail a dizer. "não, não é preciso... deixa, esquece isto". Está bem, eu esqueço. Ou não.

Fiquei chocada. Eu sei que é uma estupidez. Que não tem nada a ver. Que não é por aí. Mas fiquei chocada, pronto. Eu sou assim. Piegas e lamechas e essas coisas todas...

Já vos disse que o meu chefe também não está lá amanhã??


Sim, tive a reunião

E mudou a minha vida. Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida...
Mas há algumas pessoas que merecem saber primeiro e por mim, de viva voz. Mamãe. A mana. A avó. E até o mano que está lá tão longe, em Angola... talvez lhe telefone um dia destes.

Dia 18 de Fevereiro do ano da graça de 2010 volto a VIVER e trabalhar em LISBOA. 12 anos depois.
E, sim, estou cheia de medo. E de felicidade. De angústia. E de alegria.

Começar "quase" do zero aos 40 anos.
Mas é este "quase" que faz a diferença. Que dá alguma segurança e estabilidade. E medo, também.

Só não muda a empresa... tudo o resto é diferente. A função, o lugar, o departamento... aiii que medo!!! E se eu não for capaz?? A expectativa dos que me recebem é tão grande... e eu sou um rato assustado ao pé da montanha...

Vai correr tudo bem.
A minha menina, a primeira a quem contei, está quase mais feliz por mim do que eu própria. Horas depois ainda estou... atordoada, confusa, submersa na quantidade de coisas que não páro de perceber que vou ter de alterar, que vou ter de fazer...

E a casa? Esta e a de Lisboa? Preciso de uma casa em Lisboa (a propósito... sim, o mail que alguns receberam na sexta era mesmo a sério. Mas agora preciso para mim também). Preciso de alugar ou vender esta (já falei com um amigo que é agente imobiliário no Porto). Alugar ou comprar em Lisboa.

E a Ginja?? Enquanto eu não tiver casa posso ficar com mamãe (era tão bom que não fosse preciso, não era??) mas a Ginja tem de ficar cá... e a mudança?? Como é que se faz uma mudança do Porto para Lisboa??? Há uma casa inteira para mudar, 12 anos, parte de uma vida... mudar moradas em todo o lado... reencaminhar o correio...

E as minhas coisas nas gavetas, nos armários, no pc de 12 anos?? É preciso trazer tudo, arrumar, copiar para a pen... passar pastas a outras pessoas e sair um dia sabendo que é a ultima vez.

O mail de "despedida". Uns mandaram, outros não. Recebemos de tudo nestes anos... poemas "anti-eva" que nos deixaram chocados. Mails comovidos que nos sensibilizaram. Simples "adeus e até um dia" que não causaram nada de especial. E nada, nem uma palavra.

O último dia aqui. A saída. Em silêncio e bicos dos pés, como parte de mim gostaria que fosse.
Ou com um jantar, e em festa, como outros mereceram.

Existem pessoas a quem não direi adeus.
Umas, porque partiram há muito e lhes perdi o rasto (e lamento porque sem elas nada disto teria feito sentido).

Outras... porque foram mudando as proximidades e sentimentos que nos uniram por algum tempo. O carinho vai ficar sempre, pelo que foram. Obrigada.

E depois há as excepções. As que ficarão sempre. Com ou sem 300 kms de distância. Como a minha amiga ficou, em Lisboa.

Há despedida no meu coração e nos meus olhos por estes dias.
Da minha casa, da minha rua. Da minha rotunda da Boavista. Do meu mar dos primeiros anos.
Desta cidade que aprendi a conhecer e a amar em 12 anos.

Apetece-me passear a pé pelas ruas e reter cada imagem na memória. E na máquina fotográfica.
O tempo e a distância tornam vagas as memórias. E eu não quero esquecer nada.

Ficarei por cá, depois de ter partido.

É sempre nestes dias, não é??

Porque será que é sempre nos dias em que estamos mais pálidas, com olheiras mais profundas, com a roupa mais desengonçada, de ténis e com pior aspecto, que alguns dos contactos potencialmente decisivos da nossa vida acontecem???

Ainda me hão-de explicar porquê mas… confere!! É quase sempre assim!

Hoje, que saí de casa a correr, mal tive tempo de tomar banho e estou branca como a cera, posso ter uma reunião que vai mudar a minha vida!! Bolas!!

Quase torço para que seja amanhã… mesmo tendo de alterar tudo o que estava previsto para este dia. Eu até venho cá de propósito mas pelo menos deixem-me ter um ar mais “apresentável” ;)

Ai, será…?? Que medo!! Que frio na barriga! Que esperança… será que é MESMO desta??? Aiiiiiiiiiiiiiii….

20 de janeiro de 2010

Obama


Gosto dele.

Porque tem o ar desimpedido e despachado de quem quer fazer coisas.
Porque tem pés de barro, como todos os heróis.
Porque não é santo, como todos os comuns mortais.

Porque ninguém muda o mundo sozinho e ele tem muitos moinhos (e não são de vento, os dele) para derrubar.

Um ano depois de chegar à presidência dos Estados Unidos, quando tantos o acusam de não ter cumprido as expectativas (mas era reais, senhores??? Por amor da santa!!), eu ainda acredito que ele pode fazer a diferença.

Gosto dele, gosto sim!!

E ainda por cima é giro e tem um sorriso lindooooooooo!! ;)

18 de janeiro de 2010

Um sorriso triste

Tenho saudades tuas.
Do tempo em que éramos cúmplices e riamos juntos das mesmas coisas. Das discussões “estúpidas” por tudo e por nada. Do “contra-mundum” tão típico de irmãos.

Do tempo em que era meu o “colo” que procuravas mesmo quando eu barafustava. Do teu tom gabarolas e das histórias que tens sempre para contar.

De ter o teu colo e o teu ombro por perto. Nessa tua maneira “estranha” de dar colo… como quando me vinhas buscar ao Porto de propósito e me arrastavas para supermercados e centros comerciais cheios de gente e tudo o que eu queria era ficar em casa, na penumbra, em silêncio, a tentar lidar com a cabeça a estoirar de dor que quase me fazia desmaiar. “Estás melhor, não estás?” e um sorriso doloroso era a única resposta.

Era a tua maneira de tomar conta de mim. De me dar colo. De me mimar. E eu deixava. Quase a desmaiar de dor, mas deixava. Parecia ser tão importante para ti.

Ter-me por perto era a tua maneira de dizer “estou aqui se precisares de alguma coisa”. Mas também era sossegar a tua preocupação e acalmar a inquietação dos 60 kms que nos separavam.

Tenho saudades desses dias. Estás tão longe e já passou tanto tempo desde a última vez que te vi. As raras mensagens e os ainda mais raros telefonemas não mitigam a saudade.

Cortei-me na mão e tu nem sabes. Doeu (ainda dói) e está tão negro, tão feio… e eu tenho tantas saudades tuas. Mesmo sabendo que não ias ligar nenhuma, que ias dizer que tinhas um problema qualquer muito maior que o meu, que isto comparado com tantas outras coisas não tem qualquer importância.

E não tem. E eu sei isso tudo. Mas esteve cá a mãe este fim-de-semana. E a mana mandou os bolos que eu gosto, mesmo sabendo que não os vou comer. Que raramente os como. Mamãe veio carregada só porque “leva-lhe que ela gosta”.

Mesmo que não telefone quando eu precisei de ouvir alguém do outro lado. Mesmo que venha uma semana depois do que teria sido, realmente, preciso. Mesmo que me diga “eu não devia ter acreditado em ti, devia ter vindo logo” como se eu lhe tivesse fechado a porta ou proibido a entrada.

Quer tomar conta de mim. E não há amor maior que esse, pois não? Mesmo assim, com a mãe e a mana por perto, de uma maneira ou de outra, mesmo sendo estes nossos amores eternos e imperfeitos, sinto a tua falta.

E tenho muitas, muitas, muitas, saudades tuas.

11 de janeiro de 2010

Pois...

... vai na volta não foi bem como estava planeado :(
A mão continua ligada, o braço ao peito e tirar os pontos todos, com sorte, até quarta, sexta no máximo. O que já não é mau de todo...

Fiquei um bocado desanimada, fiquei. Oito dias depois, esperava já ter recuperado alguma mobilidade e a água na minha mão. Esperava ter ficado mais "independente" outra vez, poder cozinhar e ter uma "vida normal" e não aconteceu ainda.

Mas... está a melhorar. E a "ferida cirúrgica" continua limpa e a sarar normalmente e isso é o que importa. O resto... é "só" alguma paciência (que, como sabemos, não é a minha maior qualidade...), tempo e recuperar o bom humor que sexta levou para longe e nem a neve de ontem trouxe de volta. Talvez por quase não parecer neve. Ou por ser tão pouquinha. Ou porque o frio faz a mão doer.

Mas hoje... é outro dia. E está menos frio. E deram-me colo e mimos e fizeram-me rir. E o mundo fica mais leve assim. Mesmo só com uma mão... por pouco mais tempo :)

8 de janeiro de 2010

Ainda a minha mão

Hoje, se tudo correr bem, vão tirar-me esta ligadura e hei-de recuperar alguma mobilidade.
Não há sentido de humor que resista a dores diárias (o frio não ajuda), braço ao peito e movimentos limitados por muito mais tempo...

Ontem fui trabalhar pela primeira vez desde que me cortei e achei curioso que, para além do natural espanto e preocupação, haja uma reacção comum: perguntam quase sempre "então, que te aconteceu? Torceste o braço, partiste?" e ao meu "não, foi uma faca que errou o alvo e acertou na minha mão", automaticamente passa a ser muito pior "que horror!!".

Senti-me quase os miúdos na escola quando comparam cicatrizes e mazelas como se o facto de lhes ter "sobrevivido" e ter histórias para nos contar os transformassem, de repente, em herois aos nossos olhos (e não, não me sinto minimamente heroína embora reconheça algum orgulho por não ter entrado em pânico e mantido a capacidade de tomar decisões sensatas sobre a minha mão. Sózinha).

É, aos nossos olhos, muito pior um golpe que um osso partido? Talvez seja realmente... pelo menos tem muito mais aparato... sangue por todo o lado, anestesia, pontos, dor. Não tinha pensado nisso dessa maneira mas até é capaz de ser...

A preocupação do chefe "tu ainda estás assim? De mão ligada e braço ao peito? Se calhar não devias ter vindo..."

E a oferta "generosa" de alguns colegas para me virem ajudar a lavar as costas e "tudo o que precisares..." Obrigada mas, a esse nível, já tenho a única "ajuda" que quero ;)

Mas, muito a sério e fora de brincadeiras, há coisas espantosas de que temos saudades depois de quase uma semana assim... como a simplicidade de sentir a água fria correr na nossa mão. Se vocês soubessem as saudades que eu tenho disso!!! Mexer na água... sentir a água na minha mão.

Talvez amanhã ;)

6 de janeiro de 2010

Feliz ano novo??

Nem por isso... embora, de acordo com a minha amiga, os Ciganos defendam que "maus principios, dão bons fins" ou qualquer coisa assim. A ser verdade, este ano vai terminar de forma brilhante!!

Então não é que 2010 (que até teve um primeiro dia bastante simpático) não começou exactamente bem??

Resumindo uma longa história... discussão familiar com cunhadinha que está cada vez mais irritante (pior que uma miúda de 15 anos no auge de se achar o máximo e a ficar parva e mal educada) e resolveu amuar e sair porta fora numa noite de chuva, vento e frio e deixar-me "pendurada" com um milhão de coisas para trazer para casa (graças aos ceús pela auto-suficiencia ;) ).

Algumas horas depois, já em casa, uma faca que falhou o alvo e acertou na minha mão. Golpe profundo, muito sangue... 4 pontos e 3 dias em casa para não correr o risco de infectar. E antibióticos e anti-inflamatórios. Felizmente é a mão esquerda e, apesar de profundo, não atingiu nenhum nervo nem o músculo.

E tem causado situações caricatas como tentar estender roupa, abrir frascos, despir uma camisola, tomar banho de mão no ar ou lavar a loiça só com uma mão :) .

Tudo tem um lado divertido, é só estar disponível para o ver ;) .

E pelo meio... momentos muito bons e muito private para vos contar aqui ;)
Feliz ano novo!!