Foi um reencontro quase acidental. "Tropeçaram" um no outro no meio do nada.Descobriram que trabalham, literalmente, no cimo da rua um do outro.
Não se viam desde miúdos, colegas de liceu. Num tempo em que ela era uma "mana emprestada" muito protectora e presente. A namorada dele detestava-a e demorou muito tempo até aceitar que ele gostava dela por isso a rapariga lá devia ter alguma qualidade...
Nunca foram outra coisa que não "manos", quase inseparáveis. E a memória deles era de risos, sorrisos, confidências e horas de conversa sem o tempo passar. Antes, durante e depois dos namorados (dela), das namoradas (dele).
Por isso, quando se reencontraram foi fantástico! Que saudades! Tão bom!
O primeiro almoço, logo no dia seguinte, voou com tanta coisa para dizer, para contar, para falar. Ambos.
No segundo, poucos dias depois, só ele quase é que falava... e, reparou ela mais tarde, sempre dele, das coisas dele, sem olhar para ela.
No terceiro, as perguntas dela sobre a familia dele ficavam sempre sem resposta... e os silêncios pairavam quando não se falava da vida "pública" dele.
Então ela recuou. Deixou de atender o telefone, não respondeu a convites para almoçar. E ele percebeu, respeitou. Talvez sentisse o mesmo.
Ela estava cansada de equívocos. De situações dúbias. De viver a meias. A ter de acontecer seria com outro, e não ele, essa história.
4 de outubro de 2010
palavra que eu não sei...
... onde raio foram desencantar esta mania!!! Não é que agora lhes deu a todos para me tratarem por "inha", "ita" e "ota"???? É que quase ninguém escapa!
Até agora era tranquilo... lá havia um ou outro que me tratavam assim. E pronto, seja, tudo bem. Num ou outro caso até gosto e acho piada. Num caso em concreto sinto que me abraça quando me trata assim. E eu gosto muito dos "abraços" dele.
Mas é que é nos mails, é ao telefone, é a falar comigo!! "olá C**lita" ou "C**lota" ou "C**linha" e de repente já são quase todos!!! os de cá e os lá, os de perto e os de longe, os antigos e os recém-chegados!!
Logo eu que gosto tanto do meu nome :( E que não sou inha", "ita" e muito menos "ota"... Já diz o povo "se não os podes vencer, junta-te a eles". E a intenção é boa... e doce, eu sei. Raios!!
Até agora era tranquilo... lá havia um ou outro que me tratavam assim. E pronto, seja, tudo bem. Num ou outro caso até gosto e acho piada. Num caso em concreto sinto que me abraça quando me trata assim. E eu gosto muito dos "abraços" dele.
Mas é que é nos mails, é ao telefone, é a falar comigo!! "olá C**lita" ou "C**lota" ou "C**linha" e de repente já são quase todos!!! os de cá e os lá, os de perto e os de longe, os antigos e os recém-chegados!!
Logo eu que gosto tanto do meu nome :( E que não sou inha", "ita" e muito menos "ota"... Já diz o povo "se não os podes vencer, junta-te a eles". E a intenção é boa... e doce, eu sei. Raios!!
24 de setembro de 2010
A primeira noite de Outono...
Primeiro choveu torrencialmente. De repente, sem aviso prévio. Foi o barulho “na rua” que me fez abrir a janela e ver o que se passava. Quando parou, pouco depois, deixou no ar aquele cheiro maravilhoso da terra molhada. Limpeza, renovação.
Um cheiro que eu queria ter podido guardar dentro do bolso para os dias tristes e cinzentos, sem luz nem cheiros felizes.
Depois ficou assim. Um céu limpo e estrelado com uma lua linda, linda, linda! E a estrela, “aquela estrela” ali ao lado.23 de setembro de 2010
****
Jurei a mim mesma que ficava calada. Que não dizia nada.
Que a dor, desilusão e tristeza pelo comportamento são grandes demais.
Disse: “não esperes que o faça porque não o farei. Prometo não dificultar mas também não facilitarei o processo”. Foi o que eu disse. E o que tinha feito até agora. Porque tudo tem limites. E há um momento em que, até eu, que me magoo com facilidade mas esqueço depressa e procuro ultrapassar, acho que já chega.
E já chegava. Como chegava. Tanto que chegava.
Mas hoje… hoje quebrei a minha jura.
Mandaram-me um mail a propósito de contas em atraso e eu…
“Aproveitando o mail… há outro assunto de que te queria falar. Não achas que já é tempo de atenuarmos este afastamento entre as duas famílias? Que já é tempo de voltarem a Lisboa para verem, por exemplo, o A e o T, e para nós te vermos a ti e às miúdas? Falo por mim e por elas: temos muitas saudades de todos vocês e este afastamento custa-nos muito.
Todos temos razões (nós e vocês) para estar magoados. Todos temos razão e estamos enganados em coisas diferentes. E há, sem dúvida, muita mágoa com algumas atitudes de ambas as partes que talvez tenham sido mal-entendidas. Mas a verdade é que a discussão de Janeiro, e o afastamento consequente, se prolongou, talvez se tenha até aprofundado, não sei, e de repente já se passou quase um ano. E não devia ser assim.
Pode nunca mais vir a ser a mesma coisa, podemos nunca mais vir a ter o mesmo tipo de entendimento e até mesmo cumplicidade que achei que tínhamos (e agora falo concretamente de mim e de vocês) um dia, mas não temos de permanecer necessariamente longe uns dos outros… não sei, talvez seja só uma ideia. Diz-me (digam-me) de vossa justiça.”
Porque mamãe sofre com a antecipação de um Natal que devia ser comum e pode não vir a ser. Porque tem saudades do filho e das netas. Porque os amo.
Quebrei a minha jura. E agora pronto, fico aqui à espera.
Que a dor, desilusão e tristeza pelo comportamento são grandes demais.
Disse: “não esperes que o faça porque não o farei. Prometo não dificultar mas também não facilitarei o processo”. Foi o que eu disse. E o que tinha feito até agora. Porque tudo tem limites. E há um momento em que, até eu, que me magoo com facilidade mas esqueço depressa e procuro ultrapassar, acho que já chega.
E já chegava. Como chegava. Tanto que chegava.
Mas hoje… hoje quebrei a minha jura.
Mandaram-me um mail a propósito de contas em atraso e eu…
“Aproveitando o mail… há outro assunto de que te queria falar. Não achas que já é tempo de atenuarmos este afastamento entre as duas famílias? Que já é tempo de voltarem a Lisboa para verem, por exemplo, o A e o T, e para nós te vermos a ti e às miúdas? Falo por mim e por elas: temos muitas saudades de todos vocês e este afastamento custa-nos muito.
Todos temos razões (nós e vocês) para estar magoados. Todos temos razão e estamos enganados em coisas diferentes. E há, sem dúvida, muita mágoa com algumas atitudes de ambas as partes que talvez tenham sido mal-entendidas. Mas a verdade é que a discussão de Janeiro, e o afastamento consequente, se prolongou, talvez se tenha até aprofundado, não sei, e de repente já se passou quase um ano. E não devia ser assim.
Pode nunca mais vir a ser a mesma coisa, podemos nunca mais vir a ter o mesmo tipo de entendimento e até mesmo cumplicidade que achei que tínhamos (e agora falo concretamente de mim e de vocês) um dia, mas não temos de permanecer necessariamente longe uns dos outros… não sei, talvez seja só uma ideia. Diz-me (digam-me) de vossa justiça.”
Porque mamãe sofre com a antecipação de um Natal que devia ser comum e pode não vir a ser. Porque tem saudades do filho e das netas. Porque os amo.
Quebrei a minha jura. E agora pronto, fico aqui à espera.
20 de setembro de 2010
14 de setembro de 2010
3 de setembro de 2010
Gosto mesmo muito de estar contigo!!!

E desta coisa de tagarelarmos horas a fio sem dar pelo tempo passar. De ser só mais uma coisinha, uma história, uma palavra e de repente ter passado meia-hora quase sem dar por isso.
De voltar a ser tagarela como se nunca tivessem acontecido 4 meses sem voz. De falar de coisas "estúpidas" e de "dores da alma". De podermos falar de tudo. De falar (muito) mas também ouvir (menos...) .
De concordares comigo. De discordares de mim. De concordar contigo. De discordar de ti.
De ver crescer devagarinho uma "criatura linda" que te deixa tão bonita e tão feliz. Que me deixa tão "babada" e tão feliz.
De ser sempre "tão pouco" o tempo destes quase 17 anos :)
PS - viste como eu sou "linda" de vez em quando, viste, viste, viste??? Podia ter só postado a ufpd relativa ao facto mas não, a "vosso" pedido... escrevi ;) Sou tãooooooooo "linda" de vez em quando, não sou? ;)
De voltar a ser tagarela como se nunca tivessem acontecido 4 meses sem voz. De falar de coisas "estúpidas" e de "dores da alma". De podermos falar de tudo. De falar (muito) mas também ouvir (menos...) .
De concordares comigo. De discordares de mim. De concordar contigo. De discordar de ti.
De ver crescer devagarinho uma "criatura linda" que te deixa tão bonita e tão feliz. Que me deixa tão "babada" e tão feliz.
De ser sempre "tão pouco" o tempo destes quase 17 anos :)
PS - viste como eu sou "linda" de vez em quando, viste, viste, viste??? Podia ter só postado a ufpd relativa ao facto mas não, a "vosso" pedido... escrevi ;) Sou tãooooooooo "linda" de vez em quando, não sou? ;)
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