Tenho como regra, por feitio mais que por outra razão qualquer, que, de uma forma geral, os mails não precisam de ser enviados com conhecimento do "mundo inteiro". Principalmente os mails de trabalho.
Por isso, de uma forma geral, envio apenas com cc da equipa e respetiva chefia direta (ás vezes, dependendo da situação, nem isso) e sem incluir o "alto patenteado".
Umas vezes porque o assunto é interno e não tem interesse para mais ninguém, outras porque vai atafulhar as caixas de mail sem acrescentar nada de especial. “Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti…”. Principalmente se é uma chamada de atenção, um alerta (Catarina, a grande – czarina da Rússia – dizia “elogio em público, critico em privado”).
Dito isto, ontem enviei um mail para uma das minhas equipas solicitando alerta relativamente a determinada situação a um dos elementos. Nem um minuto depois recebi um telefonema "para te agradecer teres enviado sem conhecimento de XPTO...". Confesso que fiquei surpreendida... não era suposto? Já basta o que basta, né?
É, responderam, mas nem todos pensam como tu... por isso obrigado.
E eu, que o faço por convicção, que nunca serei, para o bem e para o mal, "estrelinha da companhia", que não preciso de “rebaixar” os outros para “brilhar”, fiquei enternecida...
Por repararem. Por saberem que estou e estarei sempre do lado deles (a menos que os valores da ética e brio profissional se imponham).
E é tão bom perceber isso três anos depois... faço finalmente parte da família? Dessa familia? Sim, acho que sim :)
24 de julho de 2013
18 de julho de 2013
10 de julho de 2013
pois....
Estou só. Há demasiado tempo.
Há momentos em que paro para pensar nisso... e reconheço que não me deixa particularmente feliz.
Como esta manhã em que acordei angustiada e o pensamento me "perseguiu" por algum tempo.
Todos á minha volta são ou foram casados, Vivem ou viveram com alguém. Namoram. Têm filhos.
E são todos mais novos. Uns mais, outros menos. Mas todos mais novos.
Sou eu quem "destoa" no meio da multidão. Pela idade, também. Mas não só.
Nunca vivi com ninguém... nunca me passou pela cabeça.
Nunca ninguém quis viver comigo ou mo propôs. Há experiências que nunca tive e, sinceramente, questiono se alguma vez terei.
Toda a vida soube que não quero ter filhos. É uma daquelas coisas que nunca questionei. Embora, volta e meia, brinque que a vida dá muitas voltas e quem sabe se um dia, em nome de um amor maior, não mudo de ideias.
Mas os anos passam... a idade, como um médico me lembrou no verão passado, não é minha aliada nisto da maternidade... falta pouco para uma eventual gravidez ser de risco. E para a eventualidade de ser "mãe-avó". Ou para a natureza seguir o seu curso...
Estou a tornar-me uma "solteirona"... alguém que vive sozinha há 16 anos. que nunca partilhou o mesmo espaço, alguém com quem nunca ninguém quis casar. Cheia de "manias"...
Um dia perguntei a um namorado (num momento de nostalgia a propósito da festa de alguém): "se eu prometer dizer que não, pedes-me em casamento?". Adivinhem a resposta... pois, foi isso mesmo. Um não redondo. E eu, feita parva, continuei aquela relação por algum tempo mais (não fui sequer eu quem pôs um ponto final). Mas devia ter terminado ali.
Não porque ache, ou achasse, que uma relação termina necessariamente nesse ponto mas, se alguém que está comigo há já algum tempo me dá uma resposta dessas... faz sentido continuar?
Acontece que sou assim... alimento ad eternum relações impossíveis. Sem sentido e sem futuro. Até que o outro lado desiste e se vai embora.
Quando a minha irmã foi mãe e o mano casou (com um ano de diferença, mais coisa menos coisa) eu não namorava. Também me disseram, nessa altura, que os manos me tinham "fechado a porta"... como se ficasse num limbo em que, por o mais novo ter casado e a mais velha ter sido mãe, nada mais me restava, a mim, a "menina do meio".
E a verdade é que se passaram 16 anos e nunca mais namorei... não, não quero que pensem que não houve ninguém na minha vida em todo este tempo. Houve, passados uns 8 ou 9 anos, mas houve. Só que não eram (não foram) "namoros", relações de descoberta e em construção.
Amigos "coloridos"... relações impossíveis condenadas á partida. Algumas com ternura, prazer e muita alegria. Outras com sentimentos mais fortes (eventualmente de ambas as partes) mas sem qualquer tipo de futuro.
O triste, chato... comum a estes factores, é que eu sabia á partida que o eram e mesmo assim permiti que as coisas fossem crescendo ("o coração tem razões que a razão desconhece...") e depois... acabo sempre só.
Oh sim, ouvi coisas lindas. Vivi momentos fantásticos. Carinhosos. Leves.
Mas são momentos... fugazes.
Nos "amigos coloridos" (poucos, ok? Também não quero que fiquem para aí a pensar sei lá o quê!) houve muita ternura, muito divertimento. E acontecia pontualmente, se estávamos os dois para aí virados. Questões de carência, pele, disponibilidade... éramos amigos antes, continuámos amigos depois. Mais amigos até, parece-me :)
Já nos amores... aparentemente reciprocos... - fui "a mulher da minha vida" a que "me completa em todos os aspectos" e "nunca fui tão feliz como sou contigo..." - quando a porta se fechou, a escolha não fui eu. Quando foi preciso tomar opções... foi outro o caminho.
Portanto, não sou eu a mulher com quem se sonha ficar até o sempre durar... envelhecer, quem sabe?
E por isso me pergunto... será que há alguma coisa diferente em mim? Que assusta, que afasta, que não é o bastante para me quererem realmente? Terei eu um "defeito de fabrico" que não consigo ultrapassar? Estarei reduzida a esta condição de "solteirona", que se tem a si própria por única companhia, se escolher fazer o que quer que seja sem mamãe?
Há dias em que fico a matutar nestas coisas... angustiada com esta "solidão" relativa. Um dia disse, a propósito das muitas viagens Porto-Lisboa-Porto, "nunca há ninguém há minha espera..." e não havia. Não há. Há muitos anos, há muito tempo. Demasiado tempo.
Vejo-os em todo o lado, a todo o momento, a fazer e receber telefonemas. Ou mensagens. Para matar saudades, para fazer planos, para as coisas prosaicas do dia-a-dia... o meu telemóvel não toca. Não faz chamadas. Não recebe mensagens. Não destas, pelo menos. Ninguém bate há minha porta. Ninguém me espera em lugar algum.
Eu sei, com este lado pragmático que descobri ter, que o mundo não é rosa e preto. que estas pessoas não são, na maior parte do tempo, mais felizes que eu. Que terão, até, dias inversos ao que tenho hoje: "invejam" a minha "auto-suficiência", a minha liberdade de ir e vir, de não ter de dividir espaços ou dar explicações.
Não é, verdadeiramente, essa a questão. Estar só ou acompanhado.
A questão é o motivo porque estou só há tanto tempo. A questão é porque razão as escolhas de eventuais parceiros foram sempre outras... desde a primária que é assim (nunca namorei na primária ou no liceu, ao contrário de quase toda a gente).
Eu era sempre a "engraçadinha" mas não suficientemente "gira" para quem se olhava duas vezes. A"tipa porreira". A amiga da "outra linda" em quem eles estavam interessados... a confidente, nalguns casos. Aquela com quem se podia brincar e falar de coisas sérias. Pedir ajuda e conversar. E na maior parte das vezes, fiquei realmente "a ganhar". Porque os namoros acabavam e as amizades não.
Esse padrão não mudou. Nunca se alterou. Numa ou duas situações, descobri que poderia ter sido mais do que isso porque afinal até "me achavam muita piada"... mas não aconteceu. Não foi dado qualquer passo nessa direcção. E porquê, pergunto eu? O que haveria em mim, o que há em mim, que afasta eventuais interessados? Que bloqueia esses "passos" que poderiam ter dado, ou não, origem a alguma coisa.
Anos mais tarde, num ou noutro caso, descubro que "tu é que eras a mulher certa para mim mas na altura não percebi isso...". Pois não, não percebeste. E agora é tarde, demasiado tarde. Por ti. Ou por mim. Ainda que eu fosse a mulher certa para ti, terias sido tu o homem certo para mim?
A minha amiga acha que, num dos caso, houve "boicote" por parte de um amigo comum. Segundo ela, o tal amigo, também estava interessado e de alguma forma dissuadia o outro de se aproximar. Eu não acredito. Acho completamente impossível. Mas ela acredita realmente nisso, sempre acreditou. Porque ele, o amigo, era o único que sabia que o interesse era mútuo. E podia ter "ajudado" a que as coisas acontecessem. Segundo a minha amiga... ele fez exactamente o contrário. Não sei. Não sabemos. E nunca saberemos, não é? :)
E há um caso em que, não tendo sido exactamente nas mesmas circunstâncias, uma amiga com quem me dei muito a certa altura, foi muito óbvia em relação a uma determinada pessoa em que ela estava interessada (e cujo interesse, físico, era reciproco) e que começou a ficar muito próximo de mim, Era bastante óbvia quando nos afastava e se insinuava perante ele. No ultimo dia de férias, "ganhou" o que queria, pelo menos deve ter ficado a pensar isso, e eu não ganhei nem perdi... não estávamos no mesmo plano de proximidade.
Nos quase 10 anos em que não houve realmente ninguém (nem mesmo "colorido"), diziam-me que era eu que não estava claramente disponível para ninguém e que, sem sabermos, emitimos esses sinais que, de alguma forma, leva a que eventuais aproximações são barradas á partida sem que seja preciso fazer o que quer que seja.
Não sei se será bem assim... mas sei que a primeira vez que voltou a acontecer, foi uma "surpresa". Achei que estavam interessados na amiga com quem estava, LOL. Se até eu fico surpreendida... não é lá muito bom sinal, pois não? :)
Talvez a minha mãe e o mano tenham razão: eu sou muito exigente... mais do que algumas pessoas, pelo menos. Ou não. Como poderei eu ser exigente, se não há ninguém do outro lado para descobrir?
Não quero que fiquem a pensar que vivo angustiada com estas coisas, não é de todo o caso. Na maior parte dos dias sinto-me muito bem na minha pele.
Sou uma pessoa feliz. Gosto bastante mais de mim agora, a todos os níveis,do que gostava há 5 ou 10 anos. Vivo uma boa vida. Gosto do que faço. De quase todos os que me rodeiam. Da minha família. Do meu mundo de afectos. Gosto muito do meu cantinho de mundo.
Mas de vez em quando... apetece-me partilhar tudo isto com alguém. Não fica o mundo mais brilhante quando o vivemos a dois? Quem sabe um dia?
O que tiver de ser, será...
5 de junho de 2013
30 de maio de 2013
O meu pequeno Paraíso :)
Há uns 4 anos, quase por acaso, descobri o “meu pequeno Paraíso”.
Estava a precisar de sol, calor, paz e recolhimento. A sós.
Uma amiga muito, muito querida falou-me neste lugar: bonito, tranquilo, seguro, “familiar”… com muito sol, calor e espaço para me permitir escolher ter ou não companhia.
Na época, de coração partido, precisava de sol, de calor, de tempo… para lamber as feridas e seguir em frente. Foi assim que lá fui parar.
E encontrei-o ... o meu "pequeno Paraíso".
Não sei explicar isso, essa paz , essa sensação de ter encontrado parte do “meu lugar”. Ali, juntinho á Ria Formosa, sinto-me em Paz. Perto e longe de tudo.
Olho em volta e tudo o que vejo é belo. Fecho os olhos e, se assim o desejar, a minha “banda sonora, é o mar a enrolar na areia, o vento, o miar ocasional de um gato (e há tantos, por lá!), o pipilar dos passarinhos logo pela manhã… e são muitas as aves por aquelas bandas: garças, cucos, andorinhas, gaivotas, pombos, melros (e mais meia-dúzia que não consigo identificar).
E há peixes no mar e na ria. E caranguejos que se escondem na lama :D
Sinto-me feliz quando estou ali. Num areal infinito, num mar sem horizonte. Em paz.
Volto sempre, desde aquela primeira vez. Pelo menos uma semana por ano. Algumas vezes, duas. Separadas.
Nunca mais estive sozinha (esteve quaaaaseee para ser desta vez :D ).
Voltei com mamãe. Com o André, por duas vezes. E com vóvó o ano passado.
Nem sempre estive tão em paz quanto desejaria. Mas foi sempre bom.
A minha “versão preferida” é esta: sozinha ou com mamãe (que mesmo sem amar o silêncio, aprendeu a respeitar e dar valor).
Voltei de lá este domingo. Depois de uma semana absolutamente maravilhosa em que não atendi chamadas de trabalho e ignorei mensagens familiares que me iam, no mínimo, “chatear” um bocado. Até o tempo ajudou (apesar de uma ou outra “careta”.
Com um “ganda bronze” elogiado por todos (desconfio que estou a começar a ficar convencida ;) ). E com a alma lavada, baterias recarregadas e muita energia. Feliz.
Voltarei sempre ali, tenho a certeza. Nem que seja apenas por uns dias. Amo aquele lugar. Era capaz de comprar casa e passar lá meses a fio...
E pensar eu que na minha busca de “cura” para o “coração partido”, estive tão perto do local em que a causa do mesmo passa férias regularmente, LOL. Felizmente eu não fazia ideia ou não teria ído. Descobri mais tarde, bastante mais tarde e acabei por achar, no mínimo, irónico :) O “destino” prega-nos cada partida!!!
Com ou sem o vosso “pequeno Paraíso”, sejam felizes, sim? Eu… tenho feito por isso :)
Estava a precisar de sol, calor, paz e recolhimento. A sós.
Uma amiga muito, muito querida falou-me neste lugar: bonito, tranquilo, seguro, “familiar”… com muito sol, calor e espaço para me permitir escolher ter ou não companhia.
Na época, de coração partido, precisava de sol, de calor, de tempo… para lamber as feridas e seguir em frente. Foi assim que lá fui parar.
E encontrei-o ... o meu "pequeno Paraíso".
Não sei explicar isso, essa paz , essa sensação de ter encontrado parte do “meu lugar”. Ali, juntinho á Ria Formosa, sinto-me em Paz. Perto e longe de tudo.
Olho em volta e tudo o que vejo é belo. Fecho os olhos e, se assim o desejar, a minha “banda sonora, é o mar a enrolar na areia, o vento, o miar ocasional de um gato (e há tantos, por lá!), o pipilar dos passarinhos logo pela manhã… e são muitas as aves por aquelas bandas: garças, cucos, andorinhas, gaivotas, pombos, melros (e mais meia-dúzia que não consigo identificar).
E há peixes no mar e na ria. E caranguejos que se escondem na lama :D
Sinto-me feliz quando estou ali. Num areal infinito, num mar sem horizonte. Em paz.
Volto sempre, desde aquela primeira vez. Pelo menos uma semana por ano. Algumas vezes, duas. Separadas.
Nunca mais estive sozinha (esteve quaaaaseee para ser desta vez :D ).
Voltei com mamãe. Com o André, por duas vezes. E com vóvó o ano passado.
Nem sempre estive tão em paz quanto desejaria. Mas foi sempre bom.
A minha “versão preferida” é esta: sozinha ou com mamãe (que mesmo sem amar o silêncio, aprendeu a respeitar e dar valor).
Voltei de lá este domingo. Depois de uma semana absolutamente maravilhosa em que não atendi chamadas de trabalho e ignorei mensagens familiares que me iam, no mínimo, “chatear” um bocado. Até o tempo ajudou (apesar de uma ou outra “careta”.
Com um “ganda bronze” elogiado por todos (desconfio que estou a começar a ficar convencida ;) ). E com a alma lavada, baterias recarregadas e muita energia. Feliz.
Voltarei sempre ali, tenho a certeza. Nem que seja apenas por uns dias. Amo aquele lugar. Era capaz de comprar casa e passar lá meses a fio...
E pensar eu que na minha busca de “cura” para o “coração partido”, estive tão perto do local em que a causa do mesmo passa férias regularmente, LOL. Felizmente eu não fazia ideia ou não teria ído. Descobri mais tarde, bastante mais tarde e acabei por achar, no mínimo, irónico :) O “destino” prega-nos cada partida!!!
Com ou sem o vosso “pequeno Paraíso”, sejam felizes, sim? Eu… tenho feito por isso :)
9 de maio de 2013
O "meu" dia da mãe :)
Todos os anos desde que voltei para Lisboa, que no dia da mãe faço o "almoço das mães". Tenho 3 na familia: vóvó, mamãe e a mana.O ano passado vóvó esteve presente, nos outros não.
Nesse dia, que lhes é dedicado, e porque são as 3, de alguma forma, minhas "mães" (embora ás vezes o processo esteja francamente invertido) mimo-as de forma especial. Dou-lhes prendas e faço um almoço todo xpto.
Adoro cozinhar para os outros, surpreendê-los e neste dia, mais do que em qualquer outro, esmero-me. E é engraçado como, de alguma forma, este almoço já se tornou uma "tradição". Já nem perguntam como é o dia da mãe. Está assumido que é lá em casa e pronto.
Encho a casa de flores para elas, faço a comida, os doces, as entradas, os aperitivos e tudo o mais que me lembro de que gostam e nem sempre estão lá. Este ano, por exemplo, os morangos com chocolate amargo foram a "piéce de résistence" e o verdadeiro sucesso do almoço (apesar dos muitos e gentis elogios em relação a tudo o resto :) ).
Mas este ano, este ano foi diferente.Porque eu também tive direito a "mimos de mãe"... :D
E fiquei, absolutamente derretida quando o meu amor pequenino entrou em casa com as flores na mão :D
O povo diz "amor com amor se paga" e eu sinto-me plena de amor, de amor "maternal" :D
Como não ser feliz com dias assim?
Que sejam felizes, os vossos dias. Sempre.
Nesse dia, que lhes é dedicado, e porque são as 3, de alguma forma, minhas "mães" (embora ás vezes o processo esteja francamente invertido) mimo-as de forma especial. Dou-lhes prendas e faço um almoço todo xpto.
Adoro cozinhar para os outros, surpreendê-los e neste dia, mais do que em qualquer outro, esmero-me. E é engraçado como, de alguma forma, este almoço já se tornou uma "tradição". Já nem perguntam como é o dia da mãe. Está assumido que é lá em casa e pronto.
Encho a casa de flores para elas, faço a comida, os doces, as entradas, os aperitivos e tudo o mais que me lembro de que gostam e nem sempre estão lá. Este ano, por exemplo, os morangos com chocolate amargo foram a "piéce de résistence" e o verdadeiro sucesso do almoço (apesar dos muitos e gentis elogios em relação a tudo o resto :) ).
Mas este ano, este ano foi diferente.Porque eu também tive direito a "mimos de mãe"... :D
E fiquei, absolutamente derretida quando o meu amor pequenino entrou em casa com as flores na mão :D
O povo diz "amor com amor se paga" e eu sinto-me plena de amor, de amor "maternal" :D
Como não ser feliz com dias assim?
Que sejam felizes, os vossos dias. Sempre.
30 de abril de 2013
******
Sonhei contigo ontem. Outra vez.
Acontece, volta e meia.
Não são, necessariamente, bons sonhos. E o contexto é recorrente: tu e ela. Juntos. A "descoberta". Sempre. A "quase descoberta". Porque no sonho acontece de forma deliberada, consciente. Quase diria "preparada". Por ela, como uma "arma". Como uma constatação, uma cobrança/ punição de um qualquer castigo.
Ou por ti, talvez. Como os miúdos quando fazem alguma coisa e querem, sem querer, ser "descobertos". Não é bom. Não é simpático. Não é confortável.
Seja qual for o cenário, a intenção está sempre lá: uma porta entreaberta, por acaso, quando estou de passagem. Fotografias que, inocentemente, são mostradas. Como quem não quer a coisa...
Raramente há o facto, propriamente dito. É mais... a confirmação. Um "qual a foi a parte que ainda não percebeste".
Há sempre alguma dor, deste lado. Alguma "crueldade", prazer, "vergonha"... do outro.
E a pergunta fica no ar: porquê? Sem que eu saiba realmente a quem se destina: a ti ou a ela. Parece-me que hoje a pergunta é para mim: porquê o sonho, porquê hoje. Pensava-nos mais desatentos, mais distantes (de uma maneira boa, sem drama) apesar de, como sempre, juntos.
Portanto... porquê. Para quê? E seja qual for a resposta, não gosto. Não gosto destes sonhos que me incomodam, perturbam o dia e tiram o sono.
Não... não gosto destes sonhos.
Acontece, volta e meia.
Não são, necessariamente, bons sonhos. E o contexto é recorrente: tu e ela. Juntos. A "descoberta". Sempre. A "quase descoberta". Porque no sonho acontece de forma deliberada, consciente. Quase diria "preparada". Por ela, como uma "arma". Como uma constatação, uma cobrança/ punição de um qualquer castigo.
Ou por ti, talvez. Como os miúdos quando fazem alguma coisa e querem, sem querer, ser "descobertos". Não é bom. Não é simpático. Não é confortável.
Seja qual for o cenário, a intenção está sempre lá: uma porta entreaberta, por acaso, quando estou de passagem. Fotografias que, inocentemente, são mostradas. Como quem não quer a coisa...
Raramente há o facto, propriamente dito. É mais... a confirmação. Um "qual a foi a parte que ainda não percebeste".
Há sempre alguma dor, deste lado. Alguma "crueldade", prazer, "vergonha"... do outro.
E a pergunta fica no ar: porquê? Sem que eu saiba realmente a quem se destina: a ti ou a ela. Parece-me que hoje a pergunta é para mim: porquê o sonho, porquê hoje. Pensava-nos mais desatentos, mais distantes (de uma maneira boa, sem drama) apesar de, como sempre, juntos.
Portanto... porquê. Para quê? E seja qual for a resposta, não gosto. Não gosto destes sonhos que me incomodam, perturbam o dia e tiram o sono.
Não... não gosto destes sonhos.
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