27 de maio de 2009
23 de maio de 2009
16 de maio de 2009
Blue days...
Estão cinzentos os céus. Mesmo que o sol brilhe lá fora.
Há momentos em que tudo parece fazer sentido, momentos mágicos, em que universo conspira a meu favor. E depois há os outros. Como os dias que correm.
Um aniversário doloroso de lembrar.
Uma fusão difícil de aceitar.
Um amor complicado de viver.
E tudo em ebulição. Tudo em causa. Todos os sentidos perdidos. É preciso seguir adiante. Fazer sentido. Ter coragem. Aceitar a mudança…
Como? Como é que se faz? Como é que se segue adiante quando só nos apetece ficar quietos? Enrolada no sofá sem pensar, sem sentir? Desligar o telemóvel. Fechar a porta. Apagar as luzes. Morrer para o mundo por umas horas, por uns dias. Esqueçam-se de mim. Só um bocadinho. Amanhã eu volto. Prometo.
Que vontade de ser pequenina outra vez. De poder ter medo. De não ter de tomar decisões. De poder chorar…
Até me lembrar que nunca fui pequenina, que não pude ter medo e havia sempre decisões a tomar.
É preciso levantar e avançar. Melhores dias virão. Azuis.
E ter-te por perto ajuda tanto...
Há momentos em que tudo parece fazer sentido, momentos mágicos, em que universo conspira a meu favor. E depois há os outros. Como os dias que correm.
Um aniversário doloroso de lembrar.
Uma fusão difícil de aceitar.
Um amor complicado de viver.
E tudo em ebulição. Tudo em causa. Todos os sentidos perdidos. É preciso seguir adiante. Fazer sentido. Ter coragem. Aceitar a mudança…
Como? Como é que se faz? Como é que se segue adiante quando só nos apetece ficar quietos? Enrolada no sofá sem pensar, sem sentir? Desligar o telemóvel. Fechar a porta. Apagar as luzes. Morrer para o mundo por umas horas, por uns dias. Esqueçam-se de mim. Só um bocadinho. Amanhã eu volto. Prometo.
Que vontade de ser pequenina outra vez. De poder ter medo. De não ter de tomar decisões. De poder chorar…
Até me lembrar que nunca fui pequenina, que não pude ter medo e havia sempre decisões a tomar.
É preciso levantar e avançar. Melhores dias virão. Azuis.
E ter-te por perto ajuda tanto...
2 de maio de 2009
11 de março de 2009
Silêncios...
Meses de silêncio e de repente… um mail. Para que eu saiba que pensas em mim.
Que queres manter-te em contacto. “O tempo é que não é muito….não é por falta de vontade….”
Desapareceu o frio na barriga quando te vejo chegar. A surpresa não.
Pergunto-me porquê agora? Tantos meses depois daquele dia de Dezembro.
Pergunto-me se terás ficado a pensar nisso.
É terno o teu mail. Surpreendente e terno.A minha amiga acha que tens vontade de estar por perto. De manter entreaberta uma porta que já foi fechada.
Eu prefiro que vás. De vez. E em silêncio. Há portas que se fecham para sempre.
Que queres manter-te em contacto. “O tempo é que não é muito….não é por falta de vontade….”
Desapareceu o frio na barriga quando te vejo chegar. A surpresa não.
Pergunto-me porquê agora? Tantos meses depois daquele dia de Dezembro.
Pergunto-me se terás ficado a pensar nisso.
É terno o teu mail. Surpreendente e terno.A minha amiga acha que tens vontade de estar por perto. De manter entreaberta uma porta que já foi fechada.
Eu prefiro que vás. De vez. E em silêncio. Há portas que se fecham para sempre.
15 de fevereiro de 2009
Choro amanhã, está bem?
Li algures, há muito tempo, numa qualquer revista dita “feminina”, que quando estivermos mais em baixo e a precisar de férias, podemos recarregar baterias num terminal de aeroporto. Hoje percebi porquê. Gosto de aeroportos. Do bulício, das pessoas de um lado para o outro. Dos rituais. Da promessa de viagem.
Mas hoje não quero estar aqui. Descubro que é a primeira vez que me despeço de alguém que amo num aeroporto. Sou sempre eu quem parte.
Dia longo, este. De emoções fortes. Feliz e amargo ao mesmo tempo. Por muitas razões, a muitos níveis. Dia de “nervoso miudinho”. De risos e cumplicidades.
E de lágrimas também. Como agora, aqui. Neste aeroporto de que tanto gosto. O mano vai embora daqui a pouco. Para Angola. Por muito tempo. Para sempre?
Não veio ninguém. Não sei porquê, mas não veio. Talvez seja mais fácil assim. Para quem? Para ele? Não creio. Eu vim. Por ele. Pelas bambinas. Por mim também.
A mais velha não se conteve e já chorou em casa. A pequenina brinca e vive o aeroporto pela primeira vez.
Está mais séria. Sabe que é preciso não chorar ao pé do pai. Faz muitas perguntas. Sobre viagens, Sobre aviões. Sobre “para onde vão as malas? Porque é que o pai não traz a mala grande?” quando depois do check-in só ficou a bagagem de mão.
Ganho um novo encanto aos seus olhos “já andaste de avião”??? Já meu amor. Muitas vezes, felizmente. E se depender de mim, hei-de voar muitas mais.
Fascinante esta descoberta :) “Quando formos visitar o pai, vens connosco. Já sabes como é.” A mãe sorri e concorda. “Sim, é melhor trazer alguém com experiência”.
E depois é o adeus. Não há como adiar. Ele está contido, solene. Quase não fala. É sempre assim. A pequenina abraça-o muito. E os olhos brilham mas mantém-se firme “entrou uma pestana no meu olho”. Meu amor. Menina valente, esta pequenina. A mais velha atira-se nos braços do pai em pranto mas também ela acaba por se conter. Para o pai não ir embora triste.
Como conter as lágrimas quando o “até já” parece ser para sempre?
De saída, brincamos, eu e a mãe, com tudo o que vamos fazer quando formos, também nós, viajar ao encontro do pai. Que gira vai ser a viagem de avião :)
Mas a pequenina já aguentou demais. E de repente está a chorar. Sem dizer nada. Quando a mãe pergunta “então…?” responde naquela voz doce que só ela tem “tenho saudades do pai…”
A mãe é um doce em ternura para aquelas duas filhas. Agora podem, o pai já não vê. Já não fica triste.
E eu fico ali a dar colo às três. Afinal, foi para isso que vim.
Pelo sim, pelo não, choro amanhã, está bem?
Mas hoje não quero estar aqui. Descubro que é a primeira vez que me despeço de alguém que amo num aeroporto. Sou sempre eu quem parte.
Dia longo, este. De emoções fortes. Feliz e amargo ao mesmo tempo. Por muitas razões, a muitos níveis. Dia de “nervoso miudinho”. De risos e cumplicidades.
E de lágrimas também. Como agora, aqui. Neste aeroporto de que tanto gosto. O mano vai embora daqui a pouco. Para Angola. Por muito tempo. Para sempre?
Não veio ninguém. Não sei porquê, mas não veio. Talvez seja mais fácil assim. Para quem? Para ele? Não creio. Eu vim. Por ele. Pelas bambinas. Por mim também.
A mais velha não se conteve e já chorou em casa. A pequenina brinca e vive o aeroporto pela primeira vez.
Está mais séria. Sabe que é preciso não chorar ao pé do pai. Faz muitas perguntas. Sobre viagens, Sobre aviões. Sobre “para onde vão as malas? Porque é que o pai não traz a mala grande?” quando depois do check-in só ficou a bagagem de mão.
Ganho um novo encanto aos seus olhos “já andaste de avião”??? Já meu amor. Muitas vezes, felizmente. E se depender de mim, hei-de voar muitas mais.
Fascinante esta descoberta :) “Quando formos visitar o pai, vens connosco. Já sabes como é.” A mãe sorri e concorda. “Sim, é melhor trazer alguém com experiência”.
E depois é o adeus. Não há como adiar. Ele está contido, solene. Quase não fala. É sempre assim. A pequenina abraça-o muito. E os olhos brilham mas mantém-se firme “entrou uma pestana no meu olho”. Meu amor. Menina valente, esta pequenina. A mais velha atira-se nos braços do pai em pranto mas também ela acaba por se conter. Para o pai não ir embora triste.
Como conter as lágrimas quando o “até já” parece ser para sempre?
De saída, brincamos, eu e a mãe, com tudo o que vamos fazer quando formos, também nós, viajar ao encontro do pai. Que gira vai ser a viagem de avião :)
Mas a pequenina já aguentou demais. E de repente está a chorar. Sem dizer nada. Quando a mãe pergunta “então…?” responde naquela voz doce que só ela tem “tenho saudades do pai…”
A mãe é um doce em ternura para aquelas duas filhas. Agora podem, o pai já não vê. Já não fica triste.
E eu fico ali a dar colo às três. Afinal, foi para isso que vim.
Pelo sim, pelo não, choro amanhã, está bem?
4 de fevereiro de 2009
31 de Janeiro
A minha menina casou.
Num dia que começou bonito e acabou em noite de temporal.
Num dia em que espero que tudo tenha corrido exactamente como ela esperava, ou ainda melhor, a minha menina casou.
E foi bonito. A minha menina e o meu "novo menino" estavam felizes.
Plantaram, juntos, uma árvore.
E eu espero que cresça. Para sempre.
Num dia que começou bonito e acabou em noite de temporal.
Num dia em que espero que tudo tenha corrido exactamente como ela esperava, ou ainda melhor, a minha menina casou.
E foi bonito. A minha menina e o meu "novo menino" estavam felizes.
Plantaram, juntos, uma árvore.
E eu espero que cresça. Para sempre.
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